Os casos urgentes, que deveriam ser ajuizados no Fórum João Mendes, no centro de São Paulo, poderão ser julgados por juízes dos fóruns regionais.
A ordem, do presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Antonio Carlos Viana Santos, foi tomada depois que um grupo com cerca de 100 grevistas invadiu o João Mendes, na noite de ontem.
O expediente e os prazos processuais do fórum estão suspensos.
Por volta das 15h de hoje, os servidores do judiciário paulista fecharam a rua em frente o fórum. A via foi desocupada após 30 minutos, após policiais retiraram os manifestantes.
Os servidores negociam com o tribunal a entrada de comida e água. Desde ontem, a policia proibiu a entrada de novos manifestantes no fórum.
A decisão pela ocupação ocorreu na tarde de ontem depois que o Órgão Especial do Tribunal de Justiça determinou, por 19 votos a 5, o desconto no salário pelos dias parados. Os servidores do judiciário estão em greve desde o dia 28 de abril.
Quinze policiais militares estão dentro do fórum acompanhando a movimentação dos grevistas.
Do lado de fora do fórum, aproximadamente 300 pessoas, segundo a Polícia Militar, fazem uma manifestação por reposição salarial de 20,16%, melhores condições de trabalho e a aprovação de projeto de lei que institui plano de cargos e salários. O Judiciário paulista tem cerca de 44 mil funcionários.
Advogados dos servidores devem se reunir na tarde de hoje com o desembargador responsável pela relatoria do dissídio coletivo. Os grevistas pedem a reposição salarial de duas datas-base e da inflação cheia dos últimos dois anos.
Folha de SP
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