sábado, 31 de julho de 2010

jornalista VITOR SANTOS pede a intervenção do Ministério Público na greve do TJSP


Greve TJSP: na próxima segunda-feira o jornalista VITOR SANTOS, irá protocolar pedido de intervenção do Ministério Público, na agreve que já atinge a marca de 94 dias de paralização, a maior greve da história do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, e do funcionalismo paulista. No entendimento do jornalista Vitor Santos o Ministério Público deve cumprir com as suas obrigações constitucionais na defesa dos direitos dos grevistas, e impedir o abuso de autoridade cometido pela cúpula do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Greve dos Juizes em São Paulo? Juízes dizem que não precisam restituir valores

Juízes dizem que não precisam restituir valores

Por Fernando Porfírio

A defesa no Processo de Controle Administrativo, que apura se houve irregularidades no chamado auxílio-voto, foi apresentada por 150 juízes paulistas. O subsídio foi concedido por produtividade a juízes de primeiro grau que julgaram recursos no Tribunal de Justiça de São Paulo. O CNJ mandou reabrir a investigação com o argumento de que houve pagamento a mais e que o excedente deveria ser devolvido aos cofres públicos.

“Não há que se falar em restituição de valores”, afirmam os juízes. Segundo eles, não houve violação ao teto constitucional remuneratório previsto em lei. Os juízes pedem que seja reconhecido o vício procedimental na decisão do CNJ e sua nulidade por violar o princípio do juiz natural. Ainda reclamam o reconhecimento da regularidade da convocação feita pelo Tribunal de Justiça e dos vencimentos recebidos por conta dos julgamentos feitos em segundo grau.

Na defesa, a cargo do escritório Bottini & Tamasauskas Advogados, os juízes argumentam que a convocação feita pelo Tribunal de Justiça foi regular. A defesa sustenta, também, que pelo exercício da atividade em segundo grau seus clientes tinham o direito de receber a diferença de vencimentos e que esta respeitou o limite de remuneração que deve corresponder ao subsídio de ministro de STF. Os juízes afirmam que não estão obrigados a devolver parte do que receberam porque agiram de boa-fé ao incorporar os valores aos seus patrimônios.

O Conselho Nacional de Justiça pediu ao TJ paulista que informasse os valores pagos e enviasse os extratos bancários dos juízes que receberam auxílio-voto. Em abril, a corte administrativa proibiu o pagamento do benefício e pediu as informações. Na mesma decisão, o CNJ determinou a devolução da quantia recebida acima do teto constitucional e o recolhimento de tributos. O Conselho deu aos magistrados 30 dias para que apresentassem suas defesas.

O relator do procedimento foi o conselheiro Marcelo Neves. Segundo ele, juízes paulistas recebiam o subsídio fora do contracheque, em depósito em conta corrente. Em alguns casos, a quantia era "superior ao dobro do que recebe um ministro do STF [R$ 26.723]". Um deles recebeu R$ 88 mil.

Em seu voto, Marcelo Neves afirma que o resultado do pagamento do chamado auxílio-voto foi “nefasto aos cofres públicos”. O conselheiro ainda mandou que a Receita Federal fosse notificada para que cobrasse tributos não pagos pelos magistrados paulistas.

A investigação
O PCA é resultado de provocação feita ao CNJ pelo juiz Adugar Quirino do Nascimento Souza Júnior. O juiz pediu a apuração de irregularidades na reestruturação da carreira na magistratura paulista. Adugar aponta possível tratamento privilegiado a determinados juízes do Tribunal de Justiça de São Paulo. Durante a instrução, foram detectadas irregularidades no pagamento de verbas aos juízes que particupavam de julgamento no segundo grau de jurisdição, de acordo com o CNJ.

A Secretaria de Controle Interno do CNJ contratou uma consultoria para auditar os pagamentos feitos pelo tribunal paulista. A inspeção analisou as folha dos anos de 2007, 2008 e 2009. Por isso, os conselheiros entenderam que a conclusão sobre a remuneração irregular não foi totalmente esclarecida e a investigação foi reaberta.

A auditoria constatou também que havia previsão para pagamento de valor fixo para cada 25 votos apresentados por juiz de primeira instância em exercício no Tribunal. Dessa forma, o pagamento se deu sob o critério da produtividade.

Segundo o conselheiro Marcelo Neves, o chamado auxílio-voto, além de ilegal, “desrespeita à limitação orçamentária estabelecida pela Constituição Federal”. Os valores pagos para as convocações, segundo a auditoria do CNJ, foram de R$ 2.593,47, quando deveriam ter sido de R$ 1.105,56. E concluiu que os juízes que se encontram nessa situação terão de devolver aos cofres públicos os valores pagos a mais.

O CNJ determinou também o recolhimento dos impostos referentes às quantias que não serão devolvidas. De acordo com o voto do conselheiro Marcelo Neves, a convocação de magistrados para atuar em segunda instância deveria obedecer a Resolução 72 do CNJ. Ou seja, apenas quando houver necessidade de substituição de desembargadores temporariamente afastados de suas funções e com pagamento referente à diferença de instâncias.

“Quanto à natureza jurídica dos valores pagos, cabe enfatizar que não se trata de indenização, e sim de subsídio. Julgo, portanto, pela notificação da Receita Federal do Brasil e do órgão previdenciário estadual, a fim de que tomem as providências devidas a respeito de eventual cobrança de tributos sobre a diferença paga entre entrâncias.”

De acordo com a investigação, “em alguns casos, magistrados chegaram a perceber quantia superior ao dobro do que recebe um ministro do STF, quando, inclusive, seu patamar deveria respeitar o valor dos subsídios dos desembargadores do Tribunal”.

A defesa
A defesa rebate os argumentos do conselheiro Marcelo Neves e diz que houve erros no cálculo da auditoria feita pela Secretaria de Controle Interno do CNJ. O estudo investigatório aponta uma diferença de R$ 1.105,56, como limite máximo a ser recebido por cada juiz que atendeu ao chamado do tribunal.

Segundo os advogados, o primeiro equívoco está na imposição do subteto, uma vez que o Supremo Tribunal Federal já decidiu que o teto remuneratório deve corresponder ao subsídio de ministro da corte. Segundo a defesa, lei federal estabeleceu que o subsídio mensal de ministro do Supremo a partir de 1º de janeiro de 2006 seria de R$ 24.500,00. No entanto, esse valor que servia de limite foi alterado duas vezes: a primeira em setembro de 2009, passando a R$ 25.725,00, e a R$ 26.723,13, a partir de fevereiro de 2010, por força da Lei nº 12.041/09.

O segundo equívoco apontado pela defesa está em não ter sido considerada a situação remuneratória de juízes de São Paulo que até fevereiro de 2008 não contava como disciplina de subsídio. No julgamento do PCA, o conselheiro Marcelo Neves entendeu que quanto à natureza jurídica, os valores pagos pelo tribunal paulista não seria indenização e sim subsídio.

Os advogados Igor Tamasauskas e Peerpaolo Cruz Bottini argumentam que se for observada a diferença correta entre a remuneração de juiz entrância final, que era 10% menos que a de desembargador, para que seja cumprida a decisão do STF, o pagamento feito aos juízes está abaixo do limite legal.

Para a defesa, mesmo mantendo o percentual de 5% de diferença entre a remuneração de desembargador (R$ 22.111,25) e a de juiz em entrância final (R$ 21.005,68) — e adotando o cálculo usado pelo conselheiro Marcelo Neves — haveria uma diferença de R$ 3.294,32 entre esse valor e o teto constitucional de R$ 24.500,00 até setembro de 2009.

”Portanto, o pagamento de pouco mais de R$ 2.500,00 era insuficiente para ultrapassar o limite remuneratório, isso tudo sem considerar o que foi explicitado a respeito da natureza desses pagamentos, que não se submetiam ao teto segundo as resoluções 13 e 14 do próprio CNJ”, afirmam os advogados.

A defesa sustenta a boa-fé dos juízes. E argumenta que os juízes nada mais fizeram que atender a convocação de autoridade superior e receber a contraprestação prevista em norma vigente.

Fonte: Conjur

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Onde está o Poder Judiciário?

Onde está o Poder Judiciário?

No Brasil,o Poder Executivo comanda ou constrange, por diversas formas, os Poderes Legislativo e Judiciário. A ditadura de um Poder sobre outro é uma espécie de neofascismo. Por que o Poder Judiciário está sucumbindo sem re

Édison Freitas de Siqueira

O Estado Moderno se caracteriza pela existência de um governo organizado por meio de três Poderes soberanos e independentes. O Executivo (que administra o Estado), o Legislativo (que interpreta a vontade do povo e elabora as leis) e o Judiciário (poder de controle a quem cabe zelar pela aplicação da lei por meio do devido processo legal).

Dentro da concepção de Estado de Direito, os três Poderes devem gozar de total autonomia. No Brasil, entretanto, o Poder Executivo comanda e/ou constrange os demais Poderes por diversas formas, fenômeno que caracteriza a "ditadura de um Poder sobre o outro", uma espécie de neofascismo.

No Brasil, são sistemáticas as ações no sentido de retirar prerrogativas do Poder Judiciário em favor de uma nova ordem de natureza ditatorial. A cronologia deste neofascismo é perceptível quando o Poder Executivo propõe a redução dos direitos de defesa dos contribuintes, tirando dos Tribunais os processos de cobrança de impostos para entregá-los, sem qualquer controle, aos Fiscais da Receita Federal.

Estes atos sempre se justificam no pífio argumento de que é necessário "proteger" o Poder Judiciário do "número excessivo de processos" e da "quantidade volumosa de recursos e de ações judiciais" em trâmite nos tribunais. Algo assim como sugerir "um verão sem o sol!"

Para realizar seu intento, o Poder Executivo também tem usurpado a competência do Poder Legislativo, editando, sem obediência ao requisito constitucional da "urgência", centenas de Medidas Provisórias recheadas de artigos que, arbitrariamente, exigem dos cidadãos e contribuintes renúncia a direitos indisponíveis e a diminuição do número de recursos judiciais que sempre lhes protegeu assegurando que todas as decisões judiciais podem/devem ser revisadas por mais de um grau de jurisdição.

A ilegitimidade destas propostas fica evidente quando se verifica que em todos os casos se desconsidera o fato de que a maioria dos processos em trâmite nos tribunais tem causa nos desmandos do próprio Poder Executivo ou de empresas ou agências que trabalham a favor de seu interesse.

É o Poder Executivo que dá causa a grande maioria das ações judiciais que se alega sobrecarregar a estrutura do Poder Judiciário.

Inegável que a existência de milhões de ações em que se discute, por exemplo: (a) o valor de pensões e reajustes do INSS; (b) a correção do saldo das contas do FGTS e das poupanças e (c) a forma e os valores como são cobrados os serviços de telefonia prestados por concessionárias do Estado. Todos são consequências dos atos ou omissões do Poder Executivo.

Igual responsabilidade tem o Estado quanto as milhões de demandas ajuizadas contra a Receita Federal e as secretarias de Fazenda dos Estados no propósito de salvaguardar a sociedade "produtiva". Afinal, leis mal elaboradas, decorrentes de uma política fiscal irracional que utiliza um sistema demasiadamente complexo, constituído por mais de 86 tributos, mais servem para impedir o desenvolvimento de nossa nação do que para financiar saúde, segurança e infraestrutura. Se os impostos fossem em menor número, certamente seria mais simples fiscalizar a aplicação destes recursos e, consequentemente, arrecadá-los.

A cronologia do desaparecimento do Poder Judiciário encontra eco porque não é perceptível o fato de que quem causa as enormes dificuldades estruturais e provoca o grande número de processos que lotam os tribunais é o próprio Poder Executivo.

Este fato tem cegado o bom senso da população, fazendo vítima o Poder Judiciário que é induzido a esquecer o dever do Poder Executivo de transferir os recursos necessários para os tribunais poderem cumprir sua obrigação constitucional de bem julgar todos os processos quando houver lesão ou ameaça de lesão a direitos.
A história recente comprova a permanente tentativa de substituir o Poder Judiciário pelos fiscais da Receita. Em 14 de março de 2007, por encomenda da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, foi encaminhado projeto de lei que propunha a criação do "processo de Execução Administrativa", excluindo a participação dos tribunais no julgamento dos processos de cobrança de impostos. A pretensão não logrou êxito. Sofreu repulsa oficial do Congresso Nacional que publicou livro criticando cada um dos pontos da proposta que, entre outros, previa o absurdo de dar ao Poder Executivo, sem a fiscalização e intervenção do Poder Judiciário, a faculdade de penhorar dinheiro e tomar bens dos contribuintes sem a necessidade de processo e autorização judicial.

Agora, na segunda quinzena de junho de 2010, o Poder Executivo voltou à carga, encaminhando novo projeto de lei que reedita a proposta anterior, criando a "Penhora Administrativa", que nada mais é do que o retorno da ideia recusada em 2007.

Frente a estes fatos fica a pergunta: Por onde anda o Poder Judiciário que sucumbe, sem reações, a todas as estratégias deste "neofascismo", deixando o Poder Executivo roubar dos outros Poderes funções e prerrogativas constitucionais, sob o argumento de que tudo é para favorecer o próprio Estado? Que Estado? O Poder Executivo?


Édison Freitas de Siqueira é presidente do Instituto de Estudos dos Direitos do Contribuinte
edison@edisonsiqueira.com.br


Diário do Comércio

Comércio sofre com greve da Justiça


Nelson Antoine/AE

Comércio sofre com greve da Justiça

Várias entidades, entre elas a ACSP e o Secovi, levaram ao presidente do Tribunal de Justiça a preocupação com os transtornos provocados pela paralisação.
Ivan Ventura - 28/7/2010 - 21h02

Greve paralisou um milhão de processos no Tribunal de Justiça de São Paulo.Preocupados com a greve dos servidores da Justiça de São Paulo que chega hoje ao 93º dia, representantes de importantes entidades do Estado estiveram reunidos na última segunda-feira com o presidente do Tribunal de Justiça (TJ-SP), desembargador Antonio Carlos Viana Santos. Na reunião, Viana Santos prometeu encaminhar a grande preocupação das entidades a respeito da greve ao governador Alberto Goldman.

No encontro estiveram presentes representantes de entidades como a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), o Secovi (o Sindicato da Habitação) e Sescon (Sindicato dos Contabilistas do Estado), entre outras. O encontro foi intermediado pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção São Paulo–, Luiz Flávio D' Urso.

Na reunião, Viana Santos esteve reunido por quase duas horas com os representantes. Estes relataram suas preocupações quanto à continuidade do protesto, que levou à paralisação de pouco mais de 1 milhão de processos, até o momento, nesse que é o maior Tribunal de Justiça do País, pelo menos em volume de processos em andamento.

Além disso, as entidades levaram o apoio a Viana Santos frente ao impasse com os mais de 45 mil servidores do Judiciário em greve.

Prejuízos – O representante da Associação Comercial no encontro foi o superintendente jurídico da entidade, Carlos Orcesi, que falou sobre o encontro no prédio do Tribunal de Justiça. "O comerciante e a sociedade civil estão sendo prejudicados com a greve. Por exemplo: uma pessoa com processo por ação de alimentos não tem uma posição da Justiça. É preciso resolver esse impasse o quanto antes", disse.

Segundo Orcesi, o presidente do TJ afirmou que os três poderes paulistas devem se reunir em breve para discutir o assunto. No entanto, na opinião de Orcesi, a questão é bem delicada e não deve ter um desfecho a curtíssimo prazo. "Não está muito certa essa solução", afirmou.

Os servidores do Judiciário paulista entraram em greve no dia 28 de abril. Desde essa data, a imensa maioria dos tribunais de São Paulo está com suas atividades praticamente paradas. Entre outras reivindicações, os grevistas pedem aumento de 20,16% no salário.

Recentemente, o TJ propôs encaminhar um projeto de lei à Assembleia Legislativa com o reajuste de 4,77%, além de incluir na proposta orçamentária de 2011 do Estado a reposição salarial de 20,16% exigida pelos profissionais. Os servidores não aceitaram a proposta.

Com o passar dos dias, juízes e desembargadores disseram que a greve tinha conotação política, com o objetivo de antecipar a disputa eleitoral nas esferas estadual e federal. Os manifestantes dão de ombros para a acusação e realizam inúmeros atos públicos.

Ocupação – O mais célebre desses atos foi a ocupação do Fórum João Mendes, na Capital paulista, que começou no dia 9 de junho e durou 44 horas. Ela foi organizada por representantes da entidade Oficiais de Justiça do Estado de São Paulo (Aojesp).

Durante essas 44 horas, advogados e cidadãos foram impedidos de seguirem até as varas criminais e cíveis instaladas no fórum. Audiências foram canceladas e muitos dos advogados aguardaram nos corredores o término da ocupação. De nada adiantou essa espera.

Os grevistas decidiram sair voluntariamente do prédio, sem a necessidade de uma ocupação do edifício público pelo policiamento de choque da Capital. No início da ocupação estavam no interior do prédio 103 pessoas. O ato terminou com 60 grevistas e alguns familiares no local.

Fonte; Jornal Diário do Comércio

terça-feira, 27 de julho de 2010

Servidores do Judiciário protestam durante visita do Governador a Ourinhos

Servidores do Judiciário protestam durante visita do Governador a Ourinhos

O governador do Estado de São Paulo Alberto Goldman (PSDB), em visita a Ourinhos realizada no início da tarde de ontem (22/7), foi recebido com um protesto feito pelos servidores públicos do Poder Judiciário de Ourinhos e Chavantes, que continuam em greve reivindicando melhores salários entre outras melhorias.

Dezenas de servidores empunhando faixas e cartazes “recepcionaram” o governador no evento que marcou a entrega das obras de Recuperação das Rodovias Estaduais SP-278, entre o KM 372,850 e o KM 379,600 (Entroncamento com a SP 270 em Ourinhos até a Divisa com o Paraná) que fica no encontro da Rodovia Raposo Tavares com o Ramal Mello Peixoto e a Recuperação das Vicinais.

De acordo com o oficial de justiça Enizal Vieira, apesar de se tratarem de poderes distintos, o Governo do Estado também tem grande parcela de culpa em relação a falta de políticas salariais para a categoria. “O Governo Estadual fez um corte de R$ 2,8 bilhões dos repasses feitos para a manutenção do Poder Judiciário, com isso, vem a alegação de que não há dinheiro para reajustar o salário dos servidores. Queremos a garantia por parte do governador de que não existirão mais cortes”.
Durante seu discurso Goldman não fez nenhuma referência a manifestação dos Servidores do Judiciário.

Segundo o comando de greve, apenas 15% dos funcionários do judiciário ourinhense permanecem parados, em sua maioria dos cartórios cíveis, o que demonstra um enfraquecimento do movimento que já chegou a ter a adesão de mais de 75% dos trabalhadores.

Na região Chavantes é a cidade onde há o maior número de grevistas, cerca de 90% dos funcionários do judiciário estão de braços cruzados.

Fonte: servidores-sp@yahoogrupos.com.br em nome de Enizal Vieira (enizalvieira@uol.com.br)

Greve na Justiça paulista tem adesão de 30% dos servidores, segundo OAB

por: Sylvio Micelli - em: 23-07-2010

Greve na Justiça paulista tem adesão de 30% dos servidores, segundo OAB
Paralisação em São Paulo

Greve na Justiça tem adesão de 30% dos servidores

"Esta paralisação pode superar a greve de 2004, a maior do Judiciário paulista, com 91 dias parados." A declaração é do secretário geral da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo, Sidney Bortolato Alves. A paralisação já chegou ao 86º dia.

A OAB-SP afirma que, desde junho, orienta os representantes das subsecções no sentido de ir até as comarcas para tentar a suspensão dos prazos. Nove cidades conseguiram: Santos, Campinas, Piracicaba, Mococa, Monte Aprazível, Jales, Dracena, Sorocaba e São Bernardo do Campo.

O município no qual os funcionários mais aderiram à greve é Dracena, com 90% de consentimento, de acordo com a OAB-SP. Em Piracicaba a taxa de adesão é de 70%. Santos aparece com 40% dos servidores afastados do Judiciário. Já o Fórum João Mendes, em São Paulo, conta com 20% do contingente paralisado. Dessa forma, a Ordem calcula que, em média, 30% dos funcionários da Justiça paulista não estejam comparecendo aos fóruns.

Para a OAB-SP, as reivindicações dos funcionários são justas. Eles lutam por reposição salarial de 20,16%, plano de cargos e carreira, além de melhoras condições de trabalho. Entretanto, a advocacia é contrária à greve, por acreditar que esse tipo de ação prejudica a sociedade e a classe.

Bortolato Alves alerta que, embora alguns fóruns não estejam com as portas fechadas, os procedimentos estão mais lentos em decorrência da escassez de funcionários. O andamento dos processos é afetado. Há ainda o prejuízo humano: a cobrança de pensões alimentícias e a execução alvarás de soltura ficam impedidas de serem cumpridas.

Revista Consultor Jurídico

Apamagis defende juiz de Monte Alto que perseguiu funcionários

por: Sylvio Micelli - em: 23-07-2010

Apamagis defende juiz de Monte Alto que perseguiu funcionários

Leia nota emitida pela Apamagis depois do ato público contra o magistrado.

APAMAGIS atua para defender prerrogativas de Juiz de Monte Alto


A Presidência da APAMAGIS determinou acompanhamento incessante para preservar as prerrogativas funcionais do Magistrado ULISSES AUGUSTO PASCOLATI JUNIOR, injustamente ofendido por movimento orquestrado por entidade associativa e, assim, assegurar o exercício pleno das atividades do Judiciário na Comarca de Monte Alto.

O caso que ensejou a série infindável de ofensas é exemplo de abnegação e busca incessante do interesse público e do Estado Democrático de Direito, afinal o Magistrado apenas agiu - nos estritos limites da Lei e da Constituição -para que a população de Monte Alto contasse com o pleno funcionamento do Judiciário. A resposta não poderia ser mais aviltante e despropositada.

Desse modo, a situação se revela extremamente grave, com ofensas que ultrapassam a pessoa do Magistrado e atingem toda a Magistratura de São Paulo. Intuitivo que a APAMAGIS não se quedará inerte diante de tamanhas agressões.

Na verdade, a APAMAGIS, alertada pelo próprio associado, já empreendeu inúmeros esforços para minimizar os efeitos das ofensas descabidas. Diversas ações já foram efetivadas para resguardar a incolumidade do Magistrado e das instalações Judiciárias. Instados pelo Diretor-Adjunto do Departamento de Segurança, Antonio Augusto Neves, o Gabinete Militar e o Comando da PM da Região de Ribeirão Preto atenderam prontamente nossa solicitação e dispensaram toda a atenção para garantir a segurança dos Magistrados, funcionários e população durante o malfadado evento.

Diversas outras providências foram e estão sendo produzidas em vários campos, como na área jurídica (ações civis e criminais), na esfera da comunicação (para restabelecer a verdade dos fatos) e de alcance institucional. Oportunamente, realizaremos ato de desagravo em favor do Magistrado em sua Comarca.

No entanto, cumpre ressaltar que a orientação da Presidência da APAMAGIS prioriza a defesa do associado e da Magistratura e, muitas vezes, isso exige discrição, paciência e perseverança.

Assim, Diretoria da APAMAGIS agradece todo o apoio dispensado ao Juiz ULISSES AUGUSTO PASCOLATI JUNIOR e informa aos seus associados que todas as medidas cabíveis serão aplicadas para assegurar ao associado e à Magistratura a plena e irrestrita reparação aos danos causados.
São Paulo, 21 de julho de 2010.

Paulo Dimas de Bellis Mascaretti
Presidente


N.R.: Em resposta à notícia veiculada no site da Apamagis sob o título "APAMAGIS atua para defender prerrogativas de Juiz de Monte Alto", a Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Assetj) esclarece que o ato público promovido pelas entidades e por grevistas foi uma resposta à conduta absolutista e discricionária que não condizem com o exercício da magistratura. Foi, portanto, um ato democrático contra o assédio moral e a prepotência do magistrado que chegou a se autoproclamar "xerife" da comarca.

É importante ressaltar que o direito de Greve é constitucional, bem como a reposição salarial a que os servidores fazem jus. Portanto obstar, constranger, ameaçar um servidor de fazer greve é obstar, constranger, ameaçar aquilo que está respaldado pela Constituição Federal.



Caso for necessário, medidas judiciais que salvaguardem o direito dos servidores, também serão tomadas.

Entrevista com Willian Roberto de Campos, desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo a CBN

Entrevista com José Gozze, presidente da Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça a CBN

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Funcionário faz greve de fome em frente ao Foro João Mendes


Miro ao lado do jornalista Vitor Santos


Funcionário faz greve de forme em frente Foro João Mendes
Valdemiro José Jungklaus, começou a greve de fome na quarta-feira no encerramento da assembléia dos funcionários do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Valdemiro é conhecido como "Miro", residente do município de Registro, trabalha na Comarca de Jacupiranga.

Miro afirmou que diante da inércia e da vontande da direção do Tribunal em resolver está situação, e pelos descontos nos últimos salários, tomou a decisão de fazer a greve de fome. Afirmou que não vai desistir enquanto não houver uma decisão favorável para os funcionários grevistas.


Fotos: Vitor Santos

Greve no TJSP. Vários servidores foram feridos e registraram Boletim de Ocorrência no 1º DP


Vários servidores foram feridos e registraram Boletim de Ocorrência no 1º DP, localizado na rua da Glória, Centro. A presidente da AOJESP, Yvone Barreiros Moreira, foi atingida nas duas córneas por estilhaços de artefatos e uma bala de borracha disparada contra ela pela PM. No início da tarde ela foi atendida no hospital Santa Isabel, centro de São Paulo, onde permaneceu até por volta das 23 horas.

Um homem desacordado demorou mais de 30 minutos para ser socorrido pelos bombeiros. Uma ambulância da OAB que se encontrava na praça João Mendes no momento do conflito não foi autorizada a socorrê-lo, o que gerou a revolta dos servidores.


Pms lançam gás de pimenta sobre Yvone e grupo de manifestantes.


Presidente Yvone no Hospital Santa Isabel.

AOJESP

Presidente da AOJESP pede intermediação do CNJ na greve em São Paulo

Presidente da AOJESP pede intermediação do CNJ na greve em São Paulo.

Em Brasília, a AOJESP recorreu aos conselheiros conhecidos - de São Paulo - que compõem o Conselho Nacional de Justiça, expondo a indignação dos servidores e os fatos da greve.

Yvone Barreiros Moreira, na última Assembléia Geral Estadual dos servidores do Judiciário de São Paulo e após reunião das Entidades Negociadoras com os representantes assessores do Presidente do Tribunal de Justiça, só vislumbrou a recorrer a Brasília. A reunião com os juízes assessores, contudo o esforço que têm feito, resultou em total frustração.

Em equipe, acompanhada de advogada, Yvone recorreu aos conselheiros conhecidos - de São Paulo - que compõem o Conselho Nacional de Justiça, expondo a indignação dos servidores e os fatos da greve, que na quarta-feira, dia 30, completou 64 dias, sem perspectivas de o Tribunal cumprir as leis.

A reivindicação principal, de uma escala reivindicatória, por ora, é de, pelo menos, 50% das perdas salariais de 20,16%, ficando a outra metade na proposta do Tribunal, que é de enviar um projeto de lei à Assembléia Legislativa, que como se sabe não será aprovado este ano.

Porém, neste momento, os negociadores têm certeza de que pelo menos os 10,8% ou 11,32% o Tribunal de Justiça tem o dinheiro para pagar, e já.

Outra reivindicação importante para os servidores, para a população, para os advogados e para os juízes é de que os SERVIDORES se propõem a fazer mutirão e colocar os serviços em dia, trabalhando aos sábados, domingos e feriados, MAS DESDE QUE O TJ NÃO DESCONTE OS DIAS PARADOS.

AOJESP

Cenas da deplorável agressão na Praça João Mendes. from Silvio Ramos Júnior on Vimeo.

Funcionário faz greve de forme em frente Foro João Mendes

Valdemiro José Jungklaus, começou a greve de fome na quarta-feira no encerramento da assembléia dos funcionários do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Valdemiro é conhecido como "Miro", residente do município de Registro, trabalha na Comarca de Jacupiranga.

Miro afirmou que diante da inércia e da vontande da direção do Tribunal em resolver está situação, e pelos descontos nos últimos salários, tomo a decisão de fazer a greve de fome. Afirmou que não vai desistir enquanto não houver uma decisão favorável para os funcionários grevistas.

espaço resrevado

espaço resrevado

espaço resrevado

espaço resrevado

SP: após 85 dias sem acordo, servidores da Justiça mantêm greve

SP: após 85 dias sem acordo, servidores da Justiça mantêm greve
21 de julho de 2010

Reduzir Normal Aumentar Imprimir A assembleia realizada na tarde desta quarta-feira pelas associações e sindicatos de servidores do Poder Judiciário de São Paulo foi concluída com a decisão de manter a paralisação até a próxima semana, quando uma nova assembleia será realizada. A mobilização por reajuste salarial de 20,16% já dura 85 dias.

Segundo a Associação dos Oficiais de Justiça do Estado de São Paulo (Aojesp), a reunião de hoje levou cerca de 2 mil servidores à praça João Mendes. Às 11h, uma comissão de servidores se reuniu com três desembargadores da comissão salarial do Tribunal de Justiça de São Paulo. Porém, não houve consenso.

Segundo nota do Tribunal, as reivindicações dos grevistas, que além do reajuste incluem a suspensão do desconto salarial pelos dias de paralisação, foram levadas ao órgão especial mas foram rejeitadas.

Para a Aojesp, que convocou a manifestação junto com outras seis entidades, a adesão dos servidores públicos é heterogenia. Em algumas comarcas, 80% dos servidores não estão trabalhando, mas em outras o percentual se reduz para 20%.


Redação Terra

http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4578525-EI306,00-SP+apos+dias+sem+acordo+servidores+da+Justica+mantem+greve.html

Yvone sente os efeitos do gás de pimenta, segundos antes de ser atingida gravemente por artefato da PM.

A agressão física, moral e psicológica não é o que se espera de um


Greve continua. E baterá recorde na gestão Viana Santos

Greve continua. E baterá recorde na gestão Viana Santos

por Sylvio Micelli / ASSETJ

Por unanimidade, os Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo aprovaram a continuidade da greve em Assembleia Geral que aconteceu na tarde desta quarta, dia 21, na Praça João Mendes, centro da Capital. Com a decisão, a greve iniciada em 28 de abril último baterá o recorde de 91 dias ocorrido na greve de 2004. Na próxima Assembleia marcada para a quarta, dia 28 de julho, o movimento completará exatos três meses e atingirá 92 dias de paralisação. É a maior marca na história recente do funcionalismo público do estado de São Paulo.


Parcelamento do desconto dos salários a perder de vista?

Pela manhã, atendendo a um convite feito pelo TJ paulista, representantes de Entidades se reuniram no Palácio da Justiça. A reunião contou com a participação de desembargadores membros das comissões de Orçamento e Salarial do TJ-SP. Foram eles: Samuel Alves de Mello Júnior, Antonio Carlos Malheiros, Fábio Gouvêa e Willian Campos.

O Tribunal não apresentou nada de novo. Foram apenas relatadas as propostas inseridas na peça orçamentária a ser encaminhada para a Assembleia Legislativa, ou seja, um cabedal de promessas já amplamente conhecido e, como já diversas vezes esclarecido, que não dependem do TJ-SP para a aprovação.

O TJ-SP conseguiu ir além nas suas "propostas". Afirmou que, caso a greve acabasse hoje, poderia reduzir o desconto dos dias de greve de 10 (dez) para 5 (cinco) ou 3 (três) dias por mês.

A categoria rejeitou a "proposta".


A greve continua! A greve continua!

Iniciada a Assembleia representantes de prédios, parlamentares e líderes de entidades se manifestaram.

O presidente da Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Assetj), José Gozze, afirmou que "nós já cansamos de promessas do TJ-SP. Eles oficiaram às entidades como uma série de itens para o orçamento do ano que vem e eu não tenho dúvidas de que o governador vai cortar o orçamento de novo". Gozze ainda ironizou a proposta de reduzir o desconto dos dias parados de dez para cinco. "É a proposta Casas Bahia. Você fica pagando o juros da greve durante os próximos quatro anos".

A decisão não foi outra. A greve continua.

Além da continuidade do movimento foram aprovadas as seguintes propostas:

1. Realização de nova Assembleia Geral na quarta, dia 28 de julho, às 14 horas, na Praça João Mendes. Será a a décima-quarta Assembleia desde 28 de abril;

2. Realização de uma grande Audiência Pública na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, assim que voltarem os trabalhos naquela Casa de Leis. O deputado Carlos Giannazi já reservou o espaço. O evento será em 04 de agosto, quarta, às 16:30 horas no Auditório Franco Montoro. É de suma importância a participação de todos. A audiência servirá como instrumento de pressão para a coleta de assinaturas para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Judiciário;

3. Realização de ato público em Brasília. Isso deverá ocorrer em agosto por conta do recesso parlamentar e judiciário do mês de julho;

4. Que servidores das cidades criem blogs na Internet para informação do movimento. Já há diversas cidades fazendo isso. Quanto maior a divulgação, melhor para o movimento. Há também grupos na Internet e o uso de redes sociais tem sido crescente para troca de ideias sobre o movimento.

5. Que sejam realizados abaixo assinados com advogados favoráveis ao movimento conforme texto que foi apresentado por um advogado em Assembleia Regional de Santos e que reproduzimos a seguir:

BASTA!!!!

Nós, advogados abaixo assinados, solidários com o pedido de REPOSIÇÃO SALARIAL DOS FUNCIONÁRIOS DO PODER JUDICIÁRIO, EXIGIMOS das autoridades competentes, uma solução imediata para o fim do movimento grevista que já dura mais de 80 (oitenta) dias, que só vem prejudicando a classe dos advogados e, principalmente, a população.

A inércia dos responsáveis diretos que, sem explicações convincentes e documentais, ficam vagando apenas com argumentações de que não há verbas não pode continuar!!!!!

É cediço o montante que o Poder Judiciário arrecada e, portanto, exigimos que seja cobrada do Presidente do Tribunal de Justiça a abertura das planilhas, a fim de demonstrar que as alegações não passam de palavras ao vento!

A situação encontra-se insustentável aos mais fracos: advogados, funcionalismo e, principalmente, a população.

A agressão física, moral e psicológica não é o que se espera de um
TRIBUNAL DE JUSTIÇA!!!!!

Fonte: ASSETJ

GREVE DO JUDICIÁRIO.

Greve do judiciário paulista 2010/assembléia regional de São Vicente - 1...

Greve do judiciário paulista 2010/assembléia conjunta: Capital - Baixada...

Greve dos Servidores do Judiciário do Estado de SP

Greve do judiciário paulista 2010/protesto em Santos - 08/07/2010

GREVE JUDICIÁRIO PAULISTA - Desagravo Monte Alto

Greve Judiciário Paulista - Esclarecimento à população.mpg

Greve na Justiça tem adesão de 30% dos servidores

Greve na Justiça tem adesão de 30% dos servidores

“Esta paralisação pode superar a greve de 2004, a maior do Judiciário paulista, com 91 dias parados.” A declaração é do secretário geral da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo, Sidney Bortolato Alves. A paralisação já chegou ao 86º dia.

A OAB-SP afirma que, desde junho, orienta os representantes das subsecções no sentido de ir até as comarcas para tentar a suspensão dos prazos. Nove cidades conseguiram: Santos, Campinas, Piracicaba, Mococa, Monte Aprazível, Jales, Dracena, Sorocaba e São Bernardo do Campo.

O município no qual os funcionários mais aderiram à greve é Dracena, com 90% de consentimento, de acordo com a OAB-SP. Em Piracicaba a taxa de adesão é de 70%. Santos aparece com 40% dos servidores afastados do Judiciário. Já o Fórum João Mendes, em São Paulo, conta com 20% do contingente paralisado. Dessa forma, a Ordem calcula que, em média, 30% dos funcionários da Justiça paulista não estejam comparecendo aos fóruns.

Para a OAB-SP, as reivindicações dos funcionários são justas. Eles lutam por reposição salarial de 20,16%, plano de cargos e carreira, além de melhoras condições de trabalho. Entretanto, a advocacia é contrária à greve, por acreditar que esse tipo de ação prejudica a sociedade e a classe.

Bortolato Alves alerta que, embora alguns fóruns não estejam com as portas fechadas, os procedimentos estão mais lentos em decorrência da escassez de funcionários. O andamento dos processos é afetado. Há ainda o prejuízo humano: a cobrança de pensões alimentícias e a execução alvarás de soltura ficam impedidas de serem cumpridas.

A Ordem avalia que o movimento de paralisação pode atrasar em um ano os trâmites processuais. Até o presente momento, 240 mil estão parados. Com informações da Assessoria de Imprensa da OAB-SP.

Consultor Jurídico

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Servidores do Judiciário de SP decidem prosseguir em greve


Servidores do Judiciário de SP decidem prosseguir em greve
Assembleia da categoria foi realizada nesta tarde no Centro de SP.
Manifestação terminou sem incidentes, diz polícia.
Do G1 SP

Em nova assembleia realizada na tarde desta quarta-feira (21), na Praça João Mendes, no Centro de São Paulo, os funcionários do Judiciário decidiram prosseguir com a greve da categoria. Sem avanços nas negociações em relação ao índice de reajuste salarial e demais reivindicações, uma nova assembleia foi marcada para as 14h da próxima quarta-feira (28), no mesmo local. De acordo com a polícia, cerca de 400 pessoas participaram da manifestação, que se encerrou, sem incidentes, às 16h30. Já os organizadores falam em mil participantes (Foto: Daniela Souza/AE)

sábado, 10 de julho de 2010

Servidores do Judiciário são agredidos pela PM. Greve continua


por Sylvio Micelli / ASSETJ

Aconteceu nesta quarta (07), mais uma Assembleia Geral dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Assetj) na Praça João Mendes, centro da Capital. Foi a décima-primeira desde a greve iniciada em 28 de abril.

Por volta do meio-dia, representantes das Entidades do Judiciário, desembargadores e juizes do TJ-SP reuniram-se no Palácio da Justiça na tentativa de formular uma contraproposta aos 20,16% pleiteado pelos servidores. Foi em vão. Mais uma vez mostrando intransigência e que nada tem a oferecer, exceto promessas, o TJ-SP nada faz para resolver uma greve que já ultrapassa os dois meses e que caminha, a passos largos, para se transformar na maior greve da história da categoria ultrapassando a marca de 91 dias de 2004. Considerando-se a nova Assembleia Geral marcada para o dia 14, já serão 78 dias de paralisação.

Greve continua por unanimidade

A Assembleia teve início com a manifestação de representantes de prédios e comarcas. Em seguida falaram os deputados estaduais Carlos Gianazzi (PSOL) e Major Olímpio Gomes (PDT), em especial sobre o pedido de CPI do Judiciário que já contém 19 assinaturas.

Quando os representantes retornaram, o primeiro a se pronunciar foi o presidente da Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Assetj), José Gozze. Ele parabenizou os manifestantes pela garra e manutenção do movimento e afirmou que “nem tinha o que dizer” diante do nada apresentado pelo TJ-SP. Os outros representantes manifestaram-se no mesmo sentido e após os informes dados, a decisão foi unânime mais uma vez. A praça deliberou pela continuidade da greve. Outras propostas foram aprovadas (veja lista abaixo).

Repressão policial num ato ordeiro. A “promessa” de Viana Santos foi cumprida



Ao final da Assembleia, a categoria realizou um ato que consistia em “dar um abraço” no Fórum João Mendes. Tudo de forma pacífica e tranquila sendo que a maioria dos manifestantes era composta por mulheres, inclusive com filhos, quando a Polícia Militar usando gás lacrimogêneo, spray de pimenta, balas de borracha e cacetetes reprimiu o ato sem que tivesse havido qualquer provocação por parte dos servidores.

A PM chegou a informar que um policial havia sido ferido por uma pedrada, mas isso não foi confirmado. Boa parte da imprensa buscou o nome do policial, sem que o Tribunal de Justiça tenha divulgado. O TJ, por meio do seu site, divulgou uma nota com informações evasivas e que não condizem com a verdade dos fatos. Apresenta, inclusive, uma foto minúscula de pedras amontoadas num canto da praça.

Do lado dos servidores houve muitos feridos pelas balas de borracha e por estilhaços das bombas de gás lacrimogêneo. O filho do cinegrafista Rubens Chinaglia, que gravava a Assembleia para o programa Cidadania & Serviço Público da Federação das Entidades de Servidores Públicos do Estado de São Paulo (Fespesp), teve o peito “rasgado” por uma bala de borracha. O cinegrafista, que permaneceu gravando toda a atitude covarde da polícia, mesmo com o filho ferido afirmou que a agressão começou “do nada” e que a história da pedra atirada num policial é “fantasia”. Chinaglia disse ainda que os policiais estavam “nervosos” e que “coisas piores só não aconteceram porque eu estava com uma câmera na mão e eles ficaram com medo das imagens”. Toda a agressão está gravada e, obviamente, será usada pelos meios judiciais cabíveis. O material será exibido no programa do próximo domingo.

A presidente da Associação dos Oficiais de Justiça do Estado de São Paulo (Aojesp), Yvone Barreiros Moreira foi internada depois de ter sido alvejada por estilhaços de bomba de gás lacrimogêneo e pisoteada pela correria que se instalou na Praça João Mendes diante da selvageria da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Até o final da noite de ontem, o presidente da Assetj, José Gozze acompanhou diversos servidores que registraram Boletim de Ocorrência no 1º DP de São Paulo. Gozze lamentou a truculência da polícia. “É triste ver que a PM, ao invés de buscar bandidos, bate em servidores desarmardos. Ainda que tivesse sido arremessada uma pedra contra um policial, e isso não é verdadeiro, a brutalidade não se justifica. Mulheres foram arrastadas, pessoas agachadas receberam golpes de cacetetes. Um absurdo”, criticou.

Enfim, a “promessa” de Antonio Carlos Viana Santos, presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo foi cumprida. Relembre o primeiro parágrafo da entrevista que ele deu ao jornalista Frederico Vasconcelos, no jornal “Folha de São Paulo” de 18 de junho passado na matéria intitulada “Grevistas desejam ter um mártir, diz presidente do TJ-SP”: “O presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, desembargador Antonio Carlos Viana Santos, prevê confrontos entre grevistas e a Polícia Militar: “Eles estão loucos para ter heróis e mártires. Estão provocando”.

Foi uma ameaça velada. Pois bem. Mesmo sem provocação a Polícia Militar do TJ-SP, vinculada à presidência do TJ-SP, agrediu os servidores.

E o grito da Praça João Mendes ecoa: “A greve continua. Viana, a culpa é sua”!

Confira as propostas aprovadas na Assembleia Geral



1. Continuidade da Greve

2. Realização de nova Assembleia na próxima quarta, dia 14 de julho, às 14 horas na Praça João Mendes

3. Realização de Ato Público em Brasília em data a ser informada pelas Entidades com possibilidade de reunião junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ)

4. Fortalecimento e manutenação das assembleias regionais

5. Fortalecimento e manutenação das ações na Capital

6. Divulgação de todas as propostas aprovadas nos sites das Entidades

Foi ainda informado que as reuniões do Comando de Greve, que acontecem todas as quartas-feiras, passarão a ter início às 9 horas em local a ser divulgado. Manifestantes que não participaram do “abraço” ao Fórum João Mendes deram seu apoio aos colegas da Justiça Federal que fizeram ocupação do prédio central do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) na Rua Francisca Miquelina, na Capital.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Greve dos Servidores do Judiciário do Estado de SP

Greve dos Servidores do Judiciário do Estado de SP

Greve dos Servidores do Judiciário do Estado de SP

Greve Judiciário Paulista 2010

http://www.4shared.com/video/bNYf9_q6/Manifestao_em_frente_ao_Joo_Me.html
http://www.4shared.com/video/BcQ80Poy/Gozze_-_07072010.html

Servidores do Judiciário paulista cantam Hino Nacional

http://www.4shared.com/video/BJAB8T-A/Hino_Nacional.html

quinta-feira, 8 de julho de 2010

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Funcionários do Judiciário entraram em conflito com policiais.

Policiais militares utilizaram gás de pimenta e bomba de efeito moral para dispersar os funcionários do Judiciário de São Paulo (Foto: Cristiano Novais/AE)

Confusão no Centro de SP termina com advogada e PMs feridos
Funcionários do Judiciário entraram em conflito com policiais.
Tumulto ocorreu após assembleia em frente ao Fórum João Mendes.
Do G1 SP

Funcionários do Judiciário de São Paulo que estão em campanha salarial entraram em confronto com policiais militares que faziam a proteção do Fórum João Mendes, no Centro de São Paulo, na tarde desta quarta-feira (7).

De acordo com comunicado enviado à imprensa pela presidência do Tribunal de Justiça do estado, depois da realização de uma assembleia, os grevistas tentaram fazer um cordão de isolamento para impedir a entrada das pessoas no prédio do fórum. Os policiais interferiram e um oficial da corporação levou uma pedrada na cabeça, dando início ao tumulto, segundo a nota do TJ.

A Polícia Militar usou gás de pimenta e bombas de efeito moral, além de tiros de bala de borracha para o alto, para dispersar os manifestantes.

Uma advogada e policiais ficaram feridos na confusão, de acordo com o TJ. Além disso, carros da PM foram danificados pelos manifestantes. Ao término do tumulto, foi registrado um boletim de ocorrência no 1º DP, na Liberdade, região central.

A nota do TJ ressalta ainda que, mesmo com o incidente, em nenhum momento o Fórum João Mendes Júnior ficou fechado para o atendimento ao público.

Globo.com

Manifestação do judiciário termina em confusão no centro de SP

Manifestação do judiciário termina em confusão no centro de SP
Policiais usaram spray de pimenta e balas de borracha para conter trabalhadores, no momento em que abraçariam o Fórum João Mendes como forma de protesto
07 de julho de 2010 19h 20

Priscila Trindade, do estadão.com.br

SÃO PAULO - Uma manifestação de funcionários do judiciário de São Paulo terminou em confusão na tarde desta quarta-feira, 7, na Praça João Mendes, no centro da cidade. A categoria está em greve há mais de dois meses por aumento salarial.

Os grevistas se reuniram na praça por volta das 14 horas, após o término da reunião com representantes do Tribunal de Justiça. Sem acordo, os funcionários decidiram manter a greve por tempo indeterminado.

A Associação dos Oficiais de Justiça do Estado de São Paulo (Aojesp) afirmou que os policiais usaram spray de pimenta e balas de borracha para conter a manifestação, no momento em que os servidores abraçariam o Fórum João Mendes como forma de protesto.

A Polícia Militar informou que foi acionada por volta das 16h30 e que a manifestação foi pacífica. A corporação confirmou o princípio de tumulto e que "usou de meios necessários" para conter a confusão.

Os grevistas pedem reposição salarial de 20,16%, além do desconto dos dias parados durante a greve.

Jornal O Estado de SP

Grevistas do Judiciário e PM entram em confronto em São Paulo

Grevistas do Judiciário e PM entram em confronto em São Paulo

FERNANDO GALLO
DE SÃO PAULO

Com os braços cruzados há mais de 2 meses, servidores do Judiciário paulista entraram em confronto nesta quarta-feira com o batalhão de choque da Polícia Militar na praça João Mendes, região central de São Paulo.

Como toda quarta-feira, os grevistas fizeram uma assembleia e decidiram manter por mais uma semana a greve iniciada em 28 de abril. Eles reivindicam 20,16% de reajuste imediato.

Cerca de 500 manifestantes tentavam impedir, de braços dados e em forma de círculo, a entrada e saída de pessoas do fórum quando a PM resolver intervir.

Os grevistas alegam que foram agredidos, enquanto a PM disse ter sido apedrejada pelos servidores.

Os cerca de 100 policiais usaram bombas de efeito moral para conter o protesto e os grevistas alegam que eles usaram também balas de borracha. A ação durou cerca de cinco minutos.

Ninguém foi preso, mas os manifestantes afirmaram que servidores foram feridos.

Folha de SP