quinta-feira, 22 de julho de 2010

A agressão física, moral e psicológica não é o que se espera de um


Greve continua. E baterá recorde na gestão Viana Santos

Greve continua. E baterá recorde na gestão Viana Santos

por Sylvio Micelli / ASSETJ

Por unanimidade, os Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo aprovaram a continuidade da greve em Assembleia Geral que aconteceu na tarde desta quarta, dia 21, na Praça João Mendes, centro da Capital. Com a decisão, a greve iniciada em 28 de abril último baterá o recorde de 91 dias ocorrido na greve de 2004. Na próxima Assembleia marcada para a quarta, dia 28 de julho, o movimento completará exatos três meses e atingirá 92 dias de paralisação. É a maior marca na história recente do funcionalismo público do estado de São Paulo.


Parcelamento do desconto dos salários a perder de vista?

Pela manhã, atendendo a um convite feito pelo TJ paulista, representantes de Entidades se reuniram no Palácio da Justiça. A reunião contou com a participação de desembargadores membros das comissões de Orçamento e Salarial do TJ-SP. Foram eles: Samuel Alves de Mello Júnior, Antonio Carlos Malheiros, Fábio Gouvêa e Willian Campos.

O Tribunal não apresentou nada de novo. Foram apenas relatadas as propostas inseridas na peça orçamentária a ser encaminhada para a Assembleia Legislativa, ou seja, um cabedal de promessas já amplamente conhecido e, como já diversas vezes esclarecido, que não dependem do TJ-SP para a aprovação.

O TJ-SP conseguiu ir além nas suas "propostas". Afirmou que, caso a greve acabasse hoje, poderia reduzir o desconto dos dias de greve de 10 (dez) para 5 (cinco) ou 3 (três) dias por mês.

A categoria rejeitou a "proposta".


A greve continua! A greve continua!

Iniciada a Assembleia representantes de prédios, parlamentares e líderes de entidades se manifestaram.

O presidente da Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Assetj), José Gozze, afirmou que "nós já cansamos de promessas do TJ-SP. Eles oficiaram às entidades como uma série de itens para o orçamento do ano que vem e eu não tenho dúvidas de que o governador vai cortar o orçamento de novo". Gozze ainda ironizou a proposta de reduzir o desconto dos dias parados de dez para cinco. "É a proposta Casas Bahia. Você fica pagando o juros da greve durante os próximos quatro anos".

A decisão não foi outra. A greve continua.

Além da continuidade do movimento foram aprovadas as seguintes propostas:

1. Realização de nova Assembleia Geral na quarta, dia 28 de julho, às 14 horas, na Praça João Mendes. Será a a décima-quarta Assembleia desde 28 de abril;

2. Realização de uma grande Audiência Pública na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, assim que voltarem os trabalhos naquela Casa de Leis. O deputado Carlos Giannazi já reservou o espaço. O evento será em 04 de agosto, quarta, às 16:30 horas no Auditório Franco Montoro. É de suma importância a participação de todos. A audiência servirá como instrumento de pressão para a coleta de assinaturas para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Judiciário;

3. Realização de ato público em Brasília. Isso deverá ocorrer em agosto por conta do recesso parlamentar e judiciário do mês de julho;

4. Que servidores das cidades criem blogs na Internet para informação do movimento. Já há diversas cidades fazendo isso. Quanto maior a divulgação, melhor para o movimento. Há também grupos na Internet e o uso de redes sociais tem sido crescente para troca de ideias sobre o movimento.

5. Que sejam realizados abaixo assinados com advogados favoráveis ao movimento conforme texto que foi apresentado por um advogado em Assembleia Regional de Santos e que reproduzimos a seguir:

BASTA!!!!

Nós, advogados abaixo assinados, solidários com o pedido de REPOSIÇÃO SALARIAL DOS FUNCIONÁRIOS DO PODER JUDICIÁRIO, EXIGIMOS das autoridades competentes, uma solução imediata para o fim do movimento grevista que já dura mais de 80 (oitenta) dias, que só vem prejudicando a classe dos advogados e, principalmente, a população.

A inércia dos responsáveis diretos que, sem explicações convincentes e documentais, ficam vagando apenas com argumentações de que não há verbas não pode continuar!!!!!

É cediço o montante que o Poder Judiciário arrecada e, portanto, exigimos que seja cobrada do Presidente do Tribunal de Justiça a abertura das planilhas, a fim de demonstrar que as alegações não passam de palavras ao vento!

A situação encontra-se insustentável aos mais fracos: advogados, funcionalismo e, principalmente, a população.

A agressão física, moral e psicológica não é o que se espera de um
TRIBUNAL DE JUSTIÇA!!!!!

Fonte: ASSETJ

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