quinta-feira, 24 de junho de 2010

Em assembleia, servidores do Judiciário de SP decidem manter greve

Em assembleia, servidores do Judiciário de SP decidem manter greve

FERNANDO GALLO
DE SÃO PAULO

Em assembleia realizada nesta quarta-feira, os servidores do Judiciário do Estado de São Paulo decidiram manter a greve da categoria. Eles estão com as atividades paralisadas desde o dia 28 de abril e reivindicam uma reposição salarial de 20,16%.

Segundo a Polícia Militar, cerca de 600 grevistas se concentraram hoje no Fórum João Mendes, na região central, de onde seguiram em passeata até o Pátio do Colégio. O trânsito na região foi prejudicado. Na próxima quarta, haverá uma nova assembleia.

Em entrevista à Folha, o secretário Luiz Antonio Guimarães Marrey (Casa Civil) afirmou que o governo de São Paulo não pode interferir na greve do Judiciário. A declaração é uma resposta ao próprio TJ (Tribunal de Justiça), que alegou aos servidores não poder dar a reposição salarial pedida por eles por não dispor de verba.

O TJ não dispõe de autonomia financeira, e o Orçamento de 2010 feito pelo Judiciário foi cortado em mais de R$ 2 bilhões pela Assembleia, cuja maioria apoia o governo.

Marrey disse que nenhum aumento pode ser dado aos servidores porque feriria a lei de responsabilidade fiscal e a lei eleitoral. Segundo ele, a greve é feita por um movimento "truculento e autoritário".

O secretário não descarta o uso da força policial para retirar os manifestantes que tem feito piquetes no Fórum João Mendes, caso o TJ venha a pedi-lo. "Não há que se ter medo de exercer autoridade num regime democrático."

Folha de SP

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