quarta-feira, 23 de junho de 2010

Servidores rejeitam proposta do TJ-SP e decidem manter greve


Apu Gomes/Folha Imagem
No centro de SP, cerca de 2.000 manifestantes se reuniram em assembleia e decidiram continuar a greve do Judiciário, iniciada hoje

FLÁVIO FERREIRA
da Reportagem Local

Em assembleia realizada no início desta tarde, servidores da Justiça de São Paulo rejeitaram a proposta de reajuste salarial de 4,17% apresentada pelo TJ (Tribunal de Justiça) de São Paulo e decidiram manter o movimento iniciado hoje.

No Fórum João Mendes, o principal de São Paulo, não houve interrupção dos serviços, mas o trabalho de algumas varas ficou mais lento por conta da adesão de funcionários à greve.

Por volta das 11h30 começou uma reunião entre os sindicalistas e representantes da direção do tribunal. Na reunião, os representantes do TJ prometeram levar para a Assembleia Legislativa a proposta de aumento de 4,17% e a reivindicação do plano de carreira.

Segundo dirigentes sindicais, a assembleia realizada em frente ao Fórum João Mendes contou com a presença de 5.000 servidores. Policiais militares avaliaram que 2.000 pessoas participaram do ato

O primeiro dia de greve apontou baixa adesão dos trabalhadores. Segundo o TJ, até o meio da tarde de hoje não havia noticia de nenhum fórum totalmente paralisado.

Na assembleia, os sindicalistas convocaram os grevistas a formar amanhã "corredores" nas entradas dos fóruns para convencer os colegas a aderir à paralisação.

O presidente da comissão salarial do TJ, desembargador Antonio Carlos Malheiros, e representantes de 16 sindicatos e associações de servidores promoveram um encontro na tarde de ontem para tentar evitar a paralisação. Porém, a reunião não durou nem 15 minutos.

Ante a reivindicação dos sindicatos de reajuste salarial de 20,16%, o representante do tribunal propôs que os servidores aguardassem até agosto para dar início a discussões sobre um eventual aumento.


Folha de SP

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