quarta-feira, 23 de junho de 2010

Presidente do TJ-SP diz que tomará medidas contra greve de servidores do Judiciário

Presidente do TJ-SP diz que tomará medidas contra greve de servidores do Judiciário

JULIANNA GRANJEIA
colaboração para a Folha

O presidente do TJ-SP (Tribunal de Justiça) de São Paulo, o desembargador Antonio Carlos Viana Santos, disse ontem que espera que a greve de servidores do Judiciário paulista, iniciada nesta semana termine até quarta-feira que vem. Ele afirmou que tomará medidas se a paralisação não terminar até lá.

"Depois de quarta-feira, se permanecer essa greve, eu vou tomar uma série de medidas no órgão especial que eles já sabem", disse ontem.

Viana Santos afirmou que tentou negociar o fim da greve com os sindicatos da categoria. "Não vou falar nada. Tentei negociar com os sete principais sindicatos, isso eu posso falar. Com promessa escrita do presidente da assembleia de por em votação na terça-feira um projeto de interesse deles. Mas eu não quero falar nada", disse.

Paralisação

A adesão à greve dos servidores da Justiça de São Paulo aumentou ontem. Em Campinas, cerca de 60% dos funcionários não compareceram aos postos de trabalho. No fórum central da capital, um cartório fechou as portas, e outros passaram a atender apenas casos urgentes. O número crescente de servidores parados aumentou a lentidão dos serviços forenses em várias unidades do Estado.

Os grevistas pedem aumento de 20,16%, referentes a recomposição de perdas salariais. A direção do Tribunal de Justiça propôs reajuste de 4,17%, mas a proposta não foi aceita.

Em Campinas, serviços como audiências e atendimentos nos cartórios ficaram prejudicados. A estimativa de paralisação é do diretor da Cidade Judiciária de Campinas, juiz Luiz Antônio Alves Torrano.

Com Reportagem Local, Folha Ribeirão e Agência Folha, em Campinas

Folha de SP

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