quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Servidores do Judiciário são retirados da Assembleia de São Paulo

Servidores do Judiciário são retirados da Assembleia de São Paulo

DE SÃO PAULO

Os servidores do Judiciário paulista que invadiram na noite de quarta-feira (25) o plenário José Bonifácio, da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) foram retirados por volta das 2h30 de hoje pela Polícia Militar.

A retirada foi feita pelos policiais militares que trabalham na casa parlamentar. Os 32 manifestantes que estavam acampados no plenário saíram pacificamente e permanecem acampados em frente ao prédio da Assembleia Legislativa. Eles aguardam outros grevistas vindo do interior do estado para negociações.

Há 120 dias de greve, os manifestantes pedem a recomposição de perdas salariais, o julgamento do dissídio coletivo e a instalação de CPI (Comissão parlamentar de Inquérito) para investigar os gastos do Tribunal de Justiça do Estado.

Essa é a terceira invasão a órgãos públicos promovida pelos grevistas. Eles já haviam ocupado o Fórum João Mendes, na capital paulista, e o Palácio da Justiça.

'Essa é mais uma medida desesperada e radical, mas é definitiva. O tribunal não quer negociar conosco. Queremos que os três poderes se reúnam para discutir a nossa situação', afirmou à Folha Osmar da Silva, escrevente do Fórum de Jundiaí, que está entre os invasores.

O deputado estadual major Olímpio (PDT), que acompanha as negociações entre grevistas e magistrados, está no local e busca uma solução. 'Eles querem pressionar o Executivo, que, ao lado do Judiciário, fica fazendo um jogo de empurra com os servidores.'

O tribunal diz que não há verba para conceder aumentos salariais. Os grevistas estão com agasalhos, cobertores e levaram alimentos e água para a Assembleia. Quando os grevistas invadiram o João Mendes, a entrada de água e comida no local foi proibida, para sufocar a ocupação.

Folha de SP

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